O fenômeno batizado "Globalização" e o advento da internet, nos proporcionam um potencial comunicativo sem precedentes históricos, trazendo a informação ao alcance do "mouse" e instigando a curiosidade científico-espiritual. Hoje, mais facilmente que ontem, podemos traçar paralelos entre diferentes culturas e buscar pontos de convergência.
Parto do pressuposto de que todas as religiões - originalmente - transmitem a parcela de conhecimento passível de assimilação e compatível ao período histórico de seu surgimento bem como a região e cultura local. Os diferentes idiomas, traduções, tradições orais além da transformação temporal da linguagem ao longo dos séculos, são os principais responsáveis pela possível má interpretação que fazemos das religiões atualmente, distanciando-nos de seus fundamentos.
Se a humanidade tem uma origem comum - eis um "quase" consenso - , não é provável que a cultura nos tenha distanciado tanto uns dos outros. Entendo que esta distância é apenas aparente e que, as diferentes linhas evolutivas que construímos correm paralelas, convergem em alguns momentos e se encontram no início e ao cabo. Com um pouco de "boa vontade" podemos facilmente encontrar em Platão ou Sócrates, assuntos correlatos aos de Allan Kardec, Krishnamurti ou mesmo de Jesus Cristo. Aquilo que se nos mostra como diferentes verdades não são excludentes entre si mas, complementares. Nada - além do preconceito - indica que uma pessoa que crê possuir um Anjo da Guarda não possua também um Orixá ou um Exu, ou que seja filho de Deuses Gregos e ainda estar atrelado à Samsara dos budistas e hinduístas.
Em alguns casos, o mesmo "ser" ou "fenômeno" recebe diferentes nomes em diferentes idiomas e culturas, em outros, a existência de uns não é prerrogativa para a inexistência de outros.
Lançar sobre a mesa o conhecimento filosófico/espiritual/científico produzido pela humanidade ao longo de milênios e trata-lo como peças de um quebra-cabeças, ajustando os fragmentos semelhantes de forma a construir uma imagem do todo é o objetivo deste blog, alimentado por um coletivo anárquico composto por estudiosos de diferentes áreas do saber humano.
Nosso processo de criação é coletivo e acontece dentro de um blog intitulado Círculo Interno, onde debatemos os assuntos antes de postá-los aqui. Nosso ano está começando agora e pretendemos trazer novos conteúdos e assuntos após o feriado de Pascoa. Até lá deixamos aqui alguns livros para que nossos futuros leitores se familiarizem com os tópicos que pretendemos discutir.
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